Artigo Científico

EFEITOS MÉDICOS E PSICOLÓGICOS DO MERCÚRIO ABSORVIDO A PARTIR DOS AMÁLGAMAS.
RELATO DA SITUAÇÃO PELO AMERICAN JOURNAL OF DENTISTRY

Tradução integral do artigo:
OSBORNE, J.W.; ALBINO, J.E. Psychological and medical effects of mercury intake from dental amalgam. A status report for the American Journal of Dentistry. Am J Dent, v.12, n.3, p.151-156. June 1999.

Introdução
O amálgama dental tem sofrido fortes ataques nas últimas décadas devido a problemas de saúde que poderiam ser causados pela liberação de mercúrio nos amálgamas. A informação cômica de um relato de 400 sintomas dos pacientes portadores de tais problemas. Conseqüentemente, o termo "doença do amálgama" é utilizado para descrever sintomas atribuídos ao mercúrio liberado das restaurações de amálgama. Pesquisas clínicas recentes apresentam uma nova luz sobre a liberação e absorção do mercúrio das restaurações de amálgama e, principalmente, aspectos médicos e psicológicos da controvérsia. O propósito deste artigo é prover o cirurgião-dentista das últimas informações sobre a "doença do amálgama" e guiar a abordagem a pacientes que apresentam essa queixa.

Histórico
O debate sobre o amálgama dental e a sua relação com doenças remonta para a introdução do "Royzl Mineral Succadaneum" em 1833. Debates sobre os prós e contras do amálgama levaram a formação de sociedades e jornais odontológicos, e estendeu-se as faculdades de Odontologia. Jonathan Taft (1903) "Dean" em Ohio e Michigan não permitia que os estudantes usassem amálgama. Em 1926, Alfred Stock promoveu uma "guerra" contra a toxicidade do mercúrio, acreditando que esta era causada pelo aquecimento de amálgama de cobre de restaurações dentais. Entretanto foi largamente difundido que não havia liberação de mercúrio nas restaurações de amálgama cristalizadas. Gay et al. (1979) demonstrou que alguma liberação havia deste metal diariamente. O debate intensificou, e em 1990, o canal de TV CBS, apresentou um programa chamado "Veneno na Boca", que alimentou a chama desde então. Enquanto o National Institutes of Health (1991) reportou que não havia nenhuma correlação entre o amálgama e a saúde, estimulou mais pesquisas sobre o assunto. A intensa controvérsia em torno da "doença do amálgama" também estimulou um grande número de projetos de pesquisa multidisciplinares, que tem examinado artigos médicos e psicológicos, bem como conceitos odontológicos.

Mercúrio aspirado dos Amálgamas
Mais estudos foram conduzidos sobre a liberação e absorção do mercúrio proveniente dos amálgamas e sobre outros aspectos dos artigos sobre amálgama. Em 1985 Vimy & Lorscheider relataram que 27mg Hg/12 amálgama/dia era liberado. Foi demonstrado rapidamente que os seus cálculos super estimaram a exposição em 16 vezes, uma vez que eles haviam estimado a exposição de mercúrio dos pacientes em concentrações bucais, se eles estivessem expostos a concentrações em temperaturas ambientes. A OMS em1991 postulou que 10 mg de mercúrio são liberados do amálgama/dia. Estas estimativas também têm se demonstrado altas e a variedade de dificuldade em determinar o mercúrio derivado do amálgama complicam as pesquisas. O volume coletado e a taxa de escoamento dos instrumentos medidores e a aspiração resultam em diferenças entre os pacientes, bem como em outros fatores, geralmente tem resultado em super estimativas sobre a dose absorvida. Berglund's num estudo cuidadoso e controlado, proveu a estimativa mais acurada; ele calculou que 1,7 mg mercúrio/12 amálgama dia é liberado. Sendo que, outras pesquisas substanciaram estes dados. É importante notar que é bem abaixo que a taxa diária aspirada normal de 10-20mg de mercúrio/dia do ar, água e de uma dieta baixa em peixes. Vários estudos clínicos têm também demonstrado que paciente com amálgama, o nível de mercúrio fluído tecidual atribuível nos amálgamas é muito baixo. Kingman et al. (1998) em extenso estudo analisando 1100 homens indicou que 10 faces de amálgama podem aumentar o nível urinário de mercúrio ao redor de 1mg/1 ou 1 parte por bilhão. Pode-se pensar em uma parte por bilhão como o equivalente a 1 segundo em 32 anos. Baseado nos valores de exposição ocupacional ao mercúrio, a OMS determinou um limite superior de 30mg/g do nível de mercúrio da urina (creatinina) para tornar ilícito a maioria dos efeitos pré-clínicos leves nos indivíduos mais suscetíveis. Mackert & Berglund (1997) apontaram que deviam ser necessários 450-530 amálgamas nos pacientes capazes de produzir este nível de mercúrio derivado de amálgamas. Obviamente a probabilidade da toxicidade proveniente da presença do amálgama na boca é extremamente remota.

Liberação de mercúrio durante a remoção de amálgama
Existem também estudos sobre a liberação de vapor de mercúrio durante a remoção de amálgama. Engle estudou os níveis de mercúrio gerados durante a remoção do amálga e concluiu que o corte com turbina de alta rotação de uma restauração de classe I produz 15-20 mg de vapor e restaurações maiores liberam mais. Entretanto o uso de uma alta evacuação e sucção após o corte reduz em 90% o nível de vapor de mercúrio. Como este estudo, outros apontam a quantidade total de vapor de mercúrio liberada foi de longe abaixo do nível máximo estabelecido como permissível para exposição ocupacional. Estes estudos indicaram que ambos, pacientes e equipe bucal estão expostos durante a remoção dos amálgamas, mas outros estudos indicaram que este nível é baixo. O fato das exposições múltiplas do pessoal odontológico é interessante e serve para demonstrar os níveis seguros para o paciente. O cirurgião-dentista tem mais exposição ao mercúrio do que a população em geral, e até o momento os estudos de saúde e mortalidade indicam que eles não têm de fato, doenças incomuns vivem mais do que seus colegas médicos que geralmente não são expostos ao mercúrio no local de trabalho.

Doenças do amálgama- Aspectos psicológicos
Mais recentemente, fatores psicológicos tem sido examinados em pacientes queixosos da "doença do amálgama". O artigo "A 'mão quente' e outras ilusões da vida diária" aponta que percepções equivocadas e ocasionais podem resultar em nossa busca em encontrar uma regra e significado no mundo mesmo quando não existe nenhuma regra. Esta necessidade pode levar a maioria de nós a crenças e ilusões que são parte de uma "racionalidade errônea". Como Gilovich aponta, tal "racionalidade errônea" não causa danos. Mas quando o mesmo processo mental é aplicado para o cuidado com a saúde, terapias impróprias podem ser adotadas. Nesses casos nós vemos pessoas indo para países estrangeiros para laetrile, enemas com café ou para receber injeções de células de carneiros.Essas atitudes podem impedir o tratamento apropriado e em alguns caso provocar a morta prematura. Muitos indivíduos que alegam a "doença do amálgama" parecem refletir tais padrões de racionalidade errônea. Devido ao fato destes sintomas serem vagos ou poderem estar associados com uma variedade de condições médicas, eles freqüentemente não recebem um diagnóstico claro em consultas iniciais. Para não viver sem resposta, eles continuam a procurar por tratamentos numa variedade de clínicos. Na esperança de cura, eles podem até ajustar a própria percepção de seus problemas de saúde para encaixar-se a condição descrita por algum tratamento promissor. Como apontado por Stenman & Grans (1997) num estudo sueco, paciente em busca de ajuda médica por suspeitarem serem portadores da "doença do amálgama" freqüentemente haviam sido encorajados a queixa, devido à atenção dada a essa doença pela mídia. Muitos destes pacientes na verdade sofreram com as condições médicas diagnosticadas, mas buscaram uma explicação e cura suspeitando do mercúrio. Indivíduos com sintomas neurológicos podem ser especialmente vulneráveis. Seus sintomas podem ser inquietantes e a solução da "doença do amálgama" pode ser preferível a conseqüências desconhecidas de algum sério problema de saúde. Entretanto por desconhecerem o correto diagnóstico, estes pacientes podem ser colocados numa situação perigosa. Esta situação é complicada pelos indivíduos que buscam tratamento dental devido à "doença do amálgama" julgando-se portadores de intoxicação por mercúrio. Enquanto eles podem encontrar um dentista que remova seus amálgamas. Eles serão enganados se acreditarem que a intoxicação por mercúrio será curada com esse tratamento. Pessoas que sofrem da verdadeira intoxicação por mercúrio necessitam de tratamento médico. Embora não comumente a toxicidade do mercúrio tem uma melhor condição de discussão em textos médicos, toxicológicos e em medicina de emergência. Esta doença pode ser aguda ou crônica e tem alguns sintomas bem reconhecidos que dependem da forma de ingestão do mercúrio. Uma resposta aguda à ingestão de mercúrio pode incluir tosse, falha renal, anorexia e tremores. Exposição crônica aos vapores de mercúrios manifestam disfunção ou irritabilidade média ou moderada do SNC, perdas de memória, insônia, falha renal, anorexia e tremores. A experiência típica de intoxicação por mercúrio é acumulativa e o diagnóstico final é realizado pelo teste de mercúrio na urina. Um nível de 10 mg Hg/L é normal, 100 mg Hg/L indica uma exposição significante e pacientes com sintomas normalmente mostram 300 mg Hg/L na urina. Relatos sobre os aspectos psicológicos mostram perfis de pacientes que apresentam freqüentemente problemas psicogênicos tais como: desordens psicossomáticas, ansiedade, depressão, pânico e inabilidade para perceber e entender situações ameaçadoras. A freqüência desses padres é digna de nota. Em dois relatos, Bratel et al., 1997, estudaram 100 pacientes suecos, incluindo um grupo que apresenta a "doença do amálgama" e um grupo controle separado por idade, sexo e residência. Os autores examinaram o nível no sangue na urina e nos cabelos. Examinaram relatos psiquiátricos, bucais, estomatognáticos e bioquímicos e completados com a ficha de sintomas médicos. Os níveis de mercúrio em ambos os grupos foram similares e em menores do que aqueles níveis que causariam efeitos negativos à saúde. Os pacientes com a "doença do amálgama" relataram mais sintomas médicos. Eles também apresentavam mais disfunções têmporo-mandibulares, um interessante achado fornecido pela associação de DTM com sinais e sintomas psicológicos em alguns pacientes. Os relatos que enfatizavam os diagnósticos psiquiátricos foram estabelecidos em 70% do grupo "doenças do amálgama" comparado com 14% no controle. Desordens de humor e ansiedade foram os diagnósticos psiquiátricos mais freqüentes e os testes psicológicos confirmaram os sintomas relacionados tais como comportamento doente, eventos de rompimento durante a vida e distúrbios emocionais. Os autores apontam que alguns fatores sustentam contra a explanação para pacientes com a suposta "doença do amálgama". Eles incluem: 1) Nível de Hg são similares em ambos os grupos; 2) Não foram encontradas correlações significantes entre os níveis de Hg nos fluídos teciduais e severidade dos sintomas mesmo físicos e mentais; 3) Nenhuma correlação foi encontrada entre a corrente eletrogalvânica e as reclamações orais ou níveis de Hg nos tecidos teciduais; 4) É necessário ser uma concentração significativamente alta para relacioná-la a intoxicação por Hg. Herrström & Högstedt relataram sobre 218 pacientes queixosos de galvanismo oral. Eles não encontraram nenhum caso de intoxicação por Hg e níveis médios de mercúrio sanguíneo em 17,3 nmol/l, e nenhum deles excedeu 50nml/l. Doenças psicológicas foram diagnosticadas em 42,7% dos casos, com ansiedade sendo a queixa mais comum relatada, seguida da síndrome do pânico. Não houve correlação entre o nível sanguíneo de Hg e o galvanismo oral e de fato, pacientes com distúrbios psicológicos como diagnóstico principal tinham mais baixos níveis de Hg no sangue do que aqueles com problemas psiquiátricos. Um estudo com gêmeos suecos, Björkman et al. investigaram a relação entre a responsabilidade do amálgama e a saúde, pelo exame de 587 indivíduos que tinham 50 anos de idade ou mais. E eles acessaram o padrão de saúde bucal, condições físicas e mentais e função da memória. A utilização do irmão gêmeo como controle ajudou a assegurar que qualquer achado poderia ser atribuído aos efeitos do amálgama acima mencionados além de problemas de saúde geneticamente influenciados. Ao houve relação entre os sintomas auto-relatados com problemas de saúde ou cognitivos. Entretanto, associações significantes foram encontradas entre os relatos de gêmeos com vida estressada e perceptível falha de suporte social com os reportados sintomas da suposta "doença do amálgama". Estes autores sugerem, conseqüentemente, que fatores psicosociais podem ser mais importantes para a saúde do que o efeito da presença de amálgama. Em outro estudo sueco Henningsson & Sundbom avaliaram 20 pacientes com autodiagnóstico da "doença do amálgama" e 37 controles usando o esquema da técnica: "Mecanismo do teste da defesa". Uma análise discriminada dos valores de 130 respostas a variáveis dos pacientes avaliados a um estímulo de ansiedade provocada dos queixosos da "doença do amálgama" a partir dos controles. A principal característica da suposta "doença do amálgama" aparenta ser a dificuldade de percepção às ameaças e a resposta emocional inadequada para essas ameaças provavelmente refletindo "contradição" como mecanismo principal de defesa. Eles sugerem que indivíduos com a suposta "doença do amálgama" podem ter dificuldades psicológicas maiores em lidar com situações ameaçadoras. Os autores sugerem que mecanismos inadequados de defesa em pacientes que se autodiagnosticaram com a "doença do amálgama" são similares aqueles descritos com sintomas psicossomáticos em estudos anteriores. Um estudo controlado comparou 67 pacientes diagnosticados com a possível "doença do amálgama" com 64 controles pareados. Foi utilizada uma bateria de testes psicológicos dentro de um contexto de uma entrevista semi-estruturada juntamente com exames médicos e bucais dos pacientes. Em 89% dos pacientes com a alegada "doença do amálgama" encontraram o critério para o diagnóstico psiquiátrico de somatização - tipos de ansiedade afetiva, enquanto que somente 6% do grupo controle exibiu problemas psiquiátricos. Desordens afetivas foram comuns no grupo "doença do amálgama", que também relatou mais tratamentos psicológicos e drogas psicotrópicas. Pacientes com alegada "doença do amálgama" também receberam os maiores índices nos testes de ansiedade somática, tensão muscular, psicastenia e baixa socialização. Assim como no estudo de Henningsson & Sundbom, eles também tiveram dificuldade em expressar emoções. Os múltiplos sinais e sintomas de stress não poderiam ser explicados através de exames médicos ou dentais. Cerca de 50% dos pacientes com alegada "doença do amálgama", e somente 4% do grupo controle, achavam que sua saúde geral era pobre. Esses estudos e outros encontraram que muitos pacientes com alegada "doença do amálgama" freqüentemente manifestam problemas como ansiedade, depressão e dificuldades neurológicas. Os dados sugerem, adicionalmente, que esse paciente tem dificuldade em lidar com ameaças e em expressar emoções, e além do que, podem ter falha na habilidade de defesa para lidar com as dificuldades da vida, Finalmente um estudo dos efeitos da terapia de quelação não mostrou nenhuma vantagem clara para os pacientes com alegada "doença do amálgama" quando comparadas com o grupo controle. Um segundo estudo da terapia de quelação mostrou que tanto o grupo com alegada "doença do amálgama" quanto o grupo controle que recebia um placebo melhorou igualmente as mensurações de angústia. O mesmo número de indivíduos nos dois grupos reportou que o tratamento ajudou, e somente dois indivíduos do grupo placebo reportaram sentir-se pior. Os autores concluíram que pode haver benefícios substanciais com o placebo para alguns pacientes com alegada "doença do amálgama".

Sumário e Recomendações
Os sintomas da toxicidade do mercúrio, agudos e crônicos, são bem conhecidos dos médicos e são muito mais específicos do que os altamente variáveis e muitas vezes vagos sintomas da longa lista que têm sido associada com a chamada "doença do amálgama". Além do mais, os níveis de mercúrio absorvido do amálgama tem sido demonstrado como bem menores que o suficiente para resultar em alguma reação tóxica. A maior preocupação, conseqüentemente, é o fato de que muitos desses sintomas (por exemplo fadiga, dor de cabeça, tontura) podem ser associados com um problema de saúde muito real físico ou psicológico que se mantenha sem diagnóstico pois os sintomas são atribuídos às restaurações de amálgama. Outro grande perigo é que o paciente com condições muito sérias como esclerose múltipla, mal de Alzeimer e câncer seguirá sem tratamento, pois foi inapropriadamente avisado por amigos ou até profissionais que a remoção de suas restaurações de amálgama trará a cura de suas doenças. O dentista que for procurado por seu paciente para remover suas restaurações de amálgama, conseqüentemente é confrontado com uma importante e delicada tarefa. A responsabilidade profissional requer que o cirurgião-dentista trabalhe com os pacientes para ganhar a compreensão das preocupações com a sua saúde, ainda que muitos dentistas não estejam bem preparados para avaliar e diagnosticar problemas com potencial médico ou psicológico. O que o dentista pode fazer, é claro, é eliminar qualquer causa dental potencial para os sintomas e assegurar uma saúde oral ótima. Tão importante quanto, no entanto, é a responsabilidade do dentista de informar e educar o paciente com relação à "doença do amálgama" e então assistir o paciente ba obtenção e cuidado necessário com a sua saúde. Isso significa explicar a baixa probabilidade da toxicidade com mercúrio atual e a natureza real dessas condições, apontando as evidências dos estudos tais como os reportados aqui, e finalmente encorajando e facilitando o cuidado primário médico e outro profissional apropriado. É importante o conhecimento do dentista da natureza biopsicosocial dos problemas tais com "doença do amálgama". Isso significa que existem componentes biológicos, psicológicos e sociais ou contextos que possam ser importantes para o entendimento do problema de saúde. Os relatos de problemas psicológicos desses pacientes não devem ser vistos como uma indicação de que os indivíduos que procuram um tratamento são mentalmente doentes. Mais apropriado, os aspectos biológicos, psicológicos e sociais dos problemas interagem de forma que eles freqüentemente não podem ser separados. Por essa razão, a presença de sintomas psicológicos não deve nunca ser levada de forma a significar que não existem problemas físicos ou problemas médicos. A dor, o desconforto e outros sintomas são reais. Por outro lado, a possibilidade de que eles sejam relacionados com a liberação de mercúrio é não existente, ou até melhor, extremamente remota. Entretanto não é possível para um dentista tentar avaliar todos os aspectos biológicos, psicológicos e sociais individualmente de um paciente, é importante que alguma direção seja dada ao paciente. Tendo explicado o fenômeno "doença do amálgama" e a falta de uma boa evidência que demonstre uma síndrome física causada por amálgamas dentais, e tendo eliminado qualquer causa dental para os sintomas, os dentistas devem ser avisados a encorajar os pacientes para procurar apropriado cuidado médico. É claro, que deve-se expressar interesse sobre as queixas dos pacientes e uma oferta deve ser feita para auxiliar ainda mais pelo primeiro contato de um médico clínico que é o mais apropriado para providenciar um cuidado com a saúde e diagnosticar a toxicidade do mercúrio ou outro problema médico. Dada a baixa probabilidade de um diagnóstico claro baseado no exame dental, o raciocínio de que a remoção dos amálgamas pode proporcionar um efeito placebo não é aceitável e deve ser questionado em termos de ética profissional. É necessário que se diga, o mesmo é verdade para pacientes com condições médicas diagnosticadas. Com as providências de saúde primárias tomadas, o dentista deve ter algumas responsabilidades similares. Muitos médicos podem não estar familiarizados com o conceito de "doença do amálgama" e pode, sem dúvida, ser bem-vinda uma explanação sobre este desse tópico. O dentista deve também querer reportar os resultados de um exame dental e levar o médico a saber que é altamente improvável que as queixas que o paciente apresenta sejam de origem dental. Concluindo, é importante que o dentista fique avisado do que sejam as queixas usualmente referidas como "doença do amálgama" e que eles entendam a interação dos fatores biológicos, psicológicos e sociais. O fato que muitos pacientes se queixarem de "doença do amálgama" também manifesta sintomas psicológicos que não necessariamente significam como apropriado somente o diagnóstico psiquiátrico. De fato, esta dor pode estar relacionada a tantos problemas médicos reais que resultam em ansiedade, negação ou até depressão. Ou, a falta de suporte social em lidar com assuntos médicos pode resultar em um comportamento de falta de adaptação. Devido ao fato dos cirurgiões-dentistas serem raramente preparados para lidar com a ampla gama de fatores que possa estar envolvida, eles devem dedicar-se em primeiro plano em assegurar a saúde bucal dos pacientes. Ao mesmo tempo, eles têm a responsabilidade de educar os pacientes e outros profissionais a respeito da improvável real toxicidade do mercúrio atribuída ao amálgama.